Os grandes anônimos
Esboço rude dos Rembrandts infantes,
Alma que pelos sóis com deuses priva,
Raça frustrada de titãs errantes,
Quem te foi mestre em obra assim tão viva?
Que o ar, a sombra, a luz, em tudo plantes,
Dando ao conjunto estranha perspectiva!…
Assim o poeta às odes deslumbrantes,
Ritmo, e harmonia, e graça, e ardor cativa.
Morangos, figos, pêssegos, amoras,
Maçãs, laranjas, mangas, ananases,
O que é desenho e cor embalde ignoras;
Mestre sublime, com teus frutos fazes
Quadro em que rufa um triunfal de auroras,
E ecoara o hino de pincéis audazes…