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Move-se a brisa ao sol final e no jardim confronta

Move-se a brisa ao sol final e no jardim confronta

a púrpura com luz e a turva bifrenária – um gesto de

azinhavre. Eni abre o portão, manchas solares

confabulam: (esvai-se o verão). Seus olhos

suspeitam, temem o susto das mudanças

incríveis, repelem o jardim bifronte ao sopro do

crepúsculo. De verde amargo e quinas de ferrugem,

um cáctus castelar, optando contra

a sombra rasa, num escrutínio de esgares, soergue

entre os cílios de Eni, por um instante, um rútilo

solar, em marcha com suas nuvens noivas!

E ela depõe, aos pés de ocre do castelo,

as pálpebras, aos poucos liquefeitas

ouro – um malentendimento de ternura

na tarde decadente, cáctus.

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