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Decius infante

Em tempos,

Decius infante, em nua carne

e amor, distinguira no mundo o mundo

que imprimia, e seu pólem de sopro, insuflado

no solo, sob as leivas do amaino, em terra própria

semeava

“Esse trabalho de mulher - o êxtase”:

Agora, os silentes desmandos de seu ócio

concernem a pequeninas torre, sem babel

nem audácia. (Dizer que outrora conspirou à boca

de seios pequenos pequenos conluios

de róseo contacto - a aurora no ombro -

e hoje inspira a mefítica

arrebentação

das últimas laranjas!).

Seu consistir de amor, quando se inclina à terra

são, na treva e saliva, coleios

de língua safara, vazia

a mão de sementes, e a chuva

aquém dos cabelos

com seu brilho desfeito, atados

à rabiça do arado - pênis que punge a terra

e não fecunda, e a cabeça

sepulta entre raízes grandes

já sem seiva, membros e tronco - ontem

aurividentes - e ora alimentando

um derradeiro cáctus: Porém (agora

que o vento irrompe do crepúsculo

de hoje e de areia), entre as laranjas turvas, aferrando-se

à lâmina (ferrugem) da quilha

com um punho vermelho ou

ariete rubro

a latejar no último

sulco sua última

gota - o coração, batendo

como um homem.

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