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Evocação pastoral do menestrel

Surges nu, de arrabil, no tempo azul e alto,

quando as grandes palavras parecem coroar-se

de beleza alcançada: vai em meio a caçada:

soltaram-se os falcões e gerifaltos,

que enfiam através sonoras torres

levantadas no ar a sopro de bucinas!

Glorioso no ademã dos teus cantares,

teu corpo evolve

róseos meandros

em volumes brandos, arredondando

as juntas, à sombra

das romãs - e exorta a claridade

dos cimos: ei-lo subindo

além dos gerifaltos!

Por um momento, aborrecendo olhares doces

as peripécias gárrulas da faina, as bem-talhadas

ondulam por teu corpo, e aos tornozelos teus

colando os lábios de amaranto,

suspiram bálbuces.

Logo, porém, sentido em meio às coxas

um úmido pulsar de línguas tesas

precipitam-se quentes, intumescendo

enquanto correm,

à Marcha Triunfal dos Cem Faisões!

Eis que te abates sobre os seios do instrumento,

chorando por extenso a luz que foge ao corpo

e galga, heróica, junto aos clangores da vitória,

as grandes nuvens suseranas e estivais,

as Nuvens - mirante de fanfarras sobre um corpo gaio!

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