Ítaca revisitada
O florescer
mais perfeito do teu
corpo — pensei,
enquanto contemplava
silencioso, na nudez,
marcas que nela
o tempo, a usura, não
eu, foram
tecendo — foi
meu, que tanto assim mo
ofereceste, gloriosa
estação. Queimaram
-no meus olhos,
entre imagens. Foi
festejado, amado,
celebrado, como
se num altar,
esculpido golpe
a golpe na cegueira,
por estas mesmas
mãos, quando o
abraçaram,
ébrias, em
noites de perfume,
incenso, incêndio. Em
suas águas me perdi,
vezes sem conta,
aprendendo o inocente
despudor da entrega
