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XII

Amarga

nas mãos enluvadas

a luz artificial

o Norte

mas um grito único, a infância

parece garganta nua

o Oriente

a sede e

a satisfação da sede

o calor inteiro

a aberração das forças

o meio-dia do verão –

mesmo vazia a cena conserva

uma saída possível –

no entanto interna é

a falível

sem pensar, e o vento

doce, rente às paredes,

a si mesmo – elasticidade

como por um vidro escuro

desafinado

ou trôpego

o Ocidente

brinquem gritem

nossas unhas são tão grandes

que os quatro cantos do céu

grudam nelas como terra

cavada – e

nem chão nem céu, mas quis

o sol de fora

não só os gestos são

calculados, as próprias mãos

têm ciúmes

uma da outra.

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