● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

Sinfonias do ocaso

Musselinosas como brumas diurnas

Descem do acaso as sombras harmoniosas,

Sombras veladas e musselinosas

Para as profundas solidões noturnas.

Sacrários virgens, sacrossantas urnas,

Os céus resplendem de sidéreas rosas,

Da lua e das Estrelas majestosas

Iluminando a escuridão das furnas.

Ah! por estes sinfônicos ocasos

A terra exala aromas de áureos vasos,

Incensos de turíbulos divinos.

Os plenilúnios mórbidos vaporam...

E como que no Azul plangem e choram

Cítaras, harpas, bandolins, violinos...

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