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Incensos

Dentre o chorar dos trêmulos violinos,

Por entre os sons dos órgãos soluçantes

Sobem nas catedrais os neblinantes

Incensos vagos, que recordam hinos...

Rolos d'incensos alvadios, finos

E transparentes, fulgidos, radiantes,

Que elevam-se aos espaços, ondulantes,

Em Quimeras e Sonhos diamantinos.

Relembrando turíbulos de prata

Incensos aromáticos desata

Teu corpo ebúrneo, de sedosos flancos.

Claros incensos imortais que exalam,

Que lânguidas e límpidas trescalam

As luas virgens dos teus seios brancos.

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