● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

Rebelado

Ri tua face um riso acerbo e doente,

Que fere, ao mesmo tempo que contrista...

Riso de ateu e riso de budista

Gelado no Nirvana impenitente.

Flor de sangue, talvez, e flor dolente

De uma paixão espiritual de artista,

Flor de Pecado sentimentalista

Sangrando em riso desdenhosamente.

Da alma sombria de tranquilo asceta

Bebeste, entanto, a morbidez secreta

Que a febre das insânias adormece.

Mas no teu lábio convulsivo e mudo

Mesmo até riem, com desdéns de tudo,

As sílabas simbólicas da Prece!

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