● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

Ode

Agenda, meu desforço,

subtil celeridade com que esqueço

os termos de ser moço

nos tempos que feneço.

De que me vingas tu, senão

de não ser de compras e de festas

mas de ir comprando pão?

Agenda que me emprestas

mas não me dás nem vendes,

que me vestes gravatas e coletes,

me afagas, me consolas, me defendes.

Fecho-me a sete chaves nas retretes

e assento em ti palavras que desvivo

no rio de que rio aguadamente.

E assim me liberto se me esquivo

Habilidoso e rente.

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