● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

à noite quando a lua repousa no ombro

à noite quando a lua repousa no ombro

mais chegado à melancolia

a chávena mal se distingue no parapeito

e a peste dos meus versos alastra lá ao fundo

numa abandonada escrivaninha

sou o escravo doído que repousa do idioma

entregando‑se ao inaparente ruído dos insectos

e de mãos tombadas sobre o vazio

vela o descomedido trauma terreal

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