[à noite quando a lua repousa no ombro]
à noite quando a lua repousa no ombro
mais chegado à melancolia
a chávena mal se distingue no parapeito
e a peste dos meus versos alastra lá ao fundo
numa abandonada escrivaninha
sou o escravo doído que repousa do idioma
entregando‑se ao inaparente ruído dos insectos
e de mãos tombadas sobre o vazio
vela o descomedido trauma terreal
voz limpa · 0:24
