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Infâncias

gosto de mãos rupestres

- de infâncias,

de me dobrar e tombar

em risos e estigas que a minha rua já não tem.

chorar – escrevendo um livro depois apagado.

rir – lendo memórias apagadas.

a sujidade de infância tem um cheiro

de barro

e trepadeiras poerentas.

quando me sujo de infâncias

espirro

um sardão enorme

- e um gato dançado

pelo tiro da minha pressão de ar.

não quero apenas carícias

nas cores desse sardão ensolarado

sujo de infância

quero pôr pedido-desculpa

na vida do gato vesgo...

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