Escrevo a palavra Luanda
veio a melodia e me soprou a noite pelas entranhas adentro
– eu era um peixe-lua solto nos acordes dessa viola
tonta. sorri com os dedos da mão. quase matei um mosquito
que passava [mosquito tem quantas vidas...?]
a cidade está dormir a esta hora
[a cidade sonha...?]
todas pessoas
muitas
todas estórias bonitas
amanhã
vão acontecer de novo
[a beleza das estórias, gasta?]
luanda
és uma palavra deitada
nas cicatrizes
de uma guerreira bela.