● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

Beleza morta

De leve, louro e enlanguescido helianto

Tens a flórea dolência contristada...

Há no teu riso amargo um certo encanto

De antiga formosura destronada.

No corpo, de um letárgico quebranto,

Corpo de essência fina, delicada,

Sente-se ainda o harmonioso canto

Da carne virginal, clara e rosada.

Sente-se o canto errante, as harmonias

Quase apagadas, vagas, fugidias

E uns restos de clarão de Estrela acesa...

Como que ainda os derradeiros haustos

De opulências, de pompas e de faustos,

As relíquias saudosas da beleza.

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