Amanhã, desde a aurora
Amanhã, desde a aurora a clarear a campanha,
Eu partirei. Bem vês, eu sei que tu me esperas,
Irei pela floresta, irei pela montanha.
Eu não posso ficar longe de tuas terras.
Andarei, olhos fixos nas cimas descuidadas,
Sem nada ver lá fora, sem ter o que me açoite,
Desconhecido só, curvado, as mãos cruzadas,
E para mim o dia será como uma noite.
Eu não hei de fitar nem o ouro do crepúsculo,
Nem as velas ao longe, de trêmulo fulgor,
Quando chegar porei no sepulcro um ramúsculo
Florido de azevinho e outro de urze em flor.