● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

A escalada

(Maçonariamente.)

– Alcantilações!... Ladeiras sem conto!...

Estas cruzes, estas crucificações da honra!...

– Não há ponto final no morro das ambições.

As bebedeiras do vinho dos aplaudires...

Champanhações... Cospe os fardos!

(São Paulo é trono.) – E as imensidões das escadarias!...

– Queres te assentar no píncaro mais alto? Catedral?...

– Estas cadeias da virtude!...

– Tripinga-te! (Os empurrões dos braços em segredo.)

Principiarás escravo, irás a Chico-Rei!

(Há fita de série no Colombo,

O empurrão na escuridão. Filme nacional.)

– Adeus lírios do Cubatão para os que andam sozinhos!

(Sono tre tustune per i ragazzini.)

– Estes mil quilos da crença!...

– Tripinga-te! Alcançarás o sólio e o sol sonante!

Cospe os fardos! Cospe os fardos!

Vê que facilidade as tais asas?...

(Toca a banda do Fieramosca: Pa, pa, pa, pum!

Toca a banda da polícia: Ta, ra, ta, tchim!)

És rei! Olha o rei nu!

Que é dos teus fardos, Hermes Pança?!

– Deixei-os lá nas margens das escadarias,

onde nas violetas corria o rio dos olhos de minha mãe...

– Sossega. És rico, és grandíssimo, és monarca!

Alguém agora t’os virá trazer.

(E ei-lo na curul do vesgo Olho-na-Treva.)

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