● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

1907, brumas.

Galactita tem as mãos repletas de anéis. Adora poemas modernos abstrações

coisas que vivem e morrem

como no cinematógrafo

luce fulgor luce. Os poemas

tragam-lhe o espírito como a fumaça noir

tão antiga

moderna

(Um gato negro salta e

desenha com a sombra

o sabre de prata furta-cor

À noite os meninos-lobos

uivam em torno da casa.   

Aurífice

é a senha para afastar os maus espíritos.

Muscu caracol

enrola-se na ânfora

e aroma o alcaçuz e o alecrim

entre filetes de sol ─

o incenso almiscarado desenha um galeão que

doura desliza silencioso no horizonte

Dois chacais

sonoros e

pérolas carmesins. Um carrossel girando recorda

Vermeer, virtú

Textos relacionados