[Morri pela Beleza, mas na tumba]
Morri pela Beleza, mas na tumba
Mal me tinha acomodado
Quando outro, que morreu pela Verdade,
Puseram na tumba ao lado.
Baixinho perguntou por que eu morrera.
Repliquei, “Pela Beleza” —
“E eu, pela Verdade” — ambas a mesma —
E nós, irmãos com certeza.
Como parentes que pernoitam juntos,
De um quarto a outro conversamos —
Até que o musgo alcançou nossos lábios
E encobriu os nossos nomes.