● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

Devia olhar o rei

Devia olhar o rei

Mas foi o escravo que chegou

Para me semear o corpo de erva rasteira

Devia sentar-me na cadeira ao lado do rei

Mas foi no chão que deixei a marca do meu corpo

Penteei-me para o rei

Mas foi ao escravo que dei as tranças do meu cabelo

O escravo era novo

Tinha um corpo perfeito

As mãos feitas para a taça dos meus seios

Devia olhar o rei

Mas baixei a cabeça

Doce terna

Diante do escravo.

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