● Hojesexta, 10 de julhover calendário →

Depois dum sonho

Não deixaste o deserto mas

árvores na casa Em sonho és

o sedutor arbusto reflectindo

para sempre o meio-dia O sol

porém desfaz-se quando as pálpebras

num ardor se entreabrem e te ocultas

nos ângulos do quarto Ausente

és pois o centro

feroz da minha vida transitas

como serpente fria no ventre

contraído escondes-te na

floresta que sem cessar se expande

onde dormíamos E erras

nos limites duma casa

destruída por raízes

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